terça-feira, 10 de julho de 2012

Entre o Real e o Imaginário


    


     Nesse verão descobri o verdadeiro sentido do que é ter uma mente livre independente do que se passa no real. Sabe aquela velha história de que podem te proibir de algo, mas não podem te proibir de pensar? Uma imaginação fértil cria situações que chegam a te confundir sobre o que é real ou não, a diferença entre o certo e o errado se torna tênue, quase imperceptível.

     Por que estou falando sobre isso? Um homem de meia idade que vende cosméticos pelas lojas da região, notando meu comportamento um tanto quanto chato, começou a me fazer umas perguntas meio psiquiátricas, como por exemplo: - Imagine que você está na praia caminhando e há alguém atrás de você. É um homem ou uma mulher?

     As perguntas me deixaram muito encabulada, mas estarrecida mesmo eu fiquei quando ele  disse a que conclusões ele chegou com as minhas respostas. Era pura verdade! As minhas respostas por mais simples que fossem revelavam meu caráter minha identidade, meu temperamento, meus prazeres, minhas decepções, os quais ele foi descrevendo de uma forma assustadoramente verdadeira.

     Meditando no acontecido, levei a mim mesma à um lugar onde sempre me refugiava quando mais nova. Levei-me à imaginação de um passado diferente, onde eu modificava os fatos acontecidos à maneira que julgava melhor se encaixar em quem eu era ou queria ser. Descobri então, que as maiores experiências pelas quais passei, passei em minha imaginação. Não só momentos bons e alegres, mas também momentos de tristeza e dor. Tudo criado em minha mente.

     Havia tempos que não ia à esse lugar e nem me lembrava o porquê. Permiti-me voltar, imaginar, sonhar, criar. Agora lembrei por que não voltava lá, porque era difícil sair assim como está sendo agora sair da novela que criei em minha cabeça.

     Sei que pensando aprendi muitas coisas, sozinha, o problema é que junto com as coisas boas também aprendi e me acostumei a coisas ruins. Eu sei que tenho que sair de lá, mas às vezes eu apenas não quero sair. Acho que a aquela tênue diferença entre o real e o imaginário está quase estourando e eu, talvez, não sei o que fazer para mudar isso. 

domingo, 22 de janeiro de 2012

Universitariando





     É difícil falar sobre o primeiro ano de faculdade sem que as lágrimas queiram se manifestar. Sempre quis que minha vida fosse completamente diferente da maioria das pessoas que me rodeavam. Claro que não é um tipo de desprezo por quem são ou deixam de ser, apenas queria viver mais intensamente, de uma forma saudável, mas diferente.

     Quando me inscrevi no SISU, Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas – Ênfase em Produção Cultural na Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), campus São Borja – RS, me parecia um tanto quanto irreal, mas porque não tentar?

     Tentei e consegui. Como, uma vez, Ele já tinha me dito, ele fez: me levou além dos meus sonhos, que já eram  grandes, mas como Ele é Deus, me superou e para o Rio Grande do Sul fui eu, apenas com a companhia d’Ele.

     No primeiro dia em São Borja, conheci a Ângela e a Luma, duas colegas de classe, moraríamos juntas por um tempo. Foi a Ângela que me levou no outro dia pela primeira vez na universidade.  Eu tinha passado para uma federal  e qual não foi minha surpresa ao ver que meu campus era tão pequeno, só tinha um prédio e um terreno imenso em volta, mas tudo bem, é uma universidade nova, e também multi campi, se juntasse todos os campus, teríamos uma universidade imensa. Grande ou pequena,  lá estava ela, e eu estava muito grata por ter chegado lá.
   
   O trote, realizado na segunda semana de aula foi o evento que nos fez sentir verdadeiros universitários. Nossos veteranos capricharam nas tintas e no trigo, havia ovos também, mas como eles são  bonzinhos não os tacaram nas meninas . De “elefantinho”, fomos levados ao mercado Nacional para de lá começarmos nosso pedágio que bancaria nossa festa de recepção. A festa aconteceu na semana seguinte foi bastante animada, todos se conhecendo e impressionados com a diversidade cultural que se formava com universitários vindos de todos os cantos do país.

     Outro aspecto muito interessante foi a mistura de sotaques. Cada um falava de um jeito. Imagine juntar paulistanos, cariocas, gaúchos, mineiros, goianos e nordestinos em uma sala só! Quando fui para casa nas férias de meio de ano, todos diziam que eu estava falando muito diferente e de forma engraçada. É claro que isso não aconteceu só comigo, todos nós sofremos com essa bagunça linguística.

     Levou um tempinho para entrar no ritmo de uma graduação. É realmente diferente do que eu estava acostumada no Colegial, mas também não é o bicho de sete cabeças que algumas pessoas acham que é. O legal mesmo é encontrar pessoas que estão na mesma situação que você, então todos se ajudam e juntos prosseguem. Nessa caminhada conheci pessoas que realmente marcaram minha vida. Juntos, aprendemos o verdadeiro sentido de união de dependência um dos outros, de amizade, companheirismo. Não citarei nomes pois são muitos e não quero ser injusta com ninguém.

     O ano foi cheio de atividades tanto do curso como da universidade o que nos fazia entrar em contato com a galera de outros cursos. Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Ciências Politicas e Serviço Social. Tanta gente diferente em ideologias, costumes, culturas.

      Agora, sou oficialmente veterana. Passei por tudo que tinha que passar, aprendi o suficiente para ensinar aos novos que chegarão famintos por conhecimento, então que venham os Bixos.
                                                                               

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Retomada




     Dizem que o bom filho à casa torna, então aqui estou eu de volta. O último ano foi muito corrido e cheio de novos acontecimentos, emoções, descobertas e experiências, e é por conta dessas novas sensações que torno a este blog. Sei que, por enquanto, não tenho muitas visitas por aqui, mas acredito que um dia serei bastante visitada e meus pensamentos serão, de alguma forma, sondados.

      Como já disse o ano que se passou, a saber,  2011, foi repleto de boas novas. O primeiro ano de faculdade, a mudança para outro estado, o viver longe de casa, o primeiro emprego.  Quero relatar cada uma dessas experiências, escrever isso tanto me ajuda a refletir sobre tudo que passei e aprendi, como pode ajudar pessoas que estejam para passar pelas mesmas situações.

     Pretendo, daqui por diante, me dedicar mais à esse blog. Como está na descrição, escrever é uma válvula de escape, e além do mais estudo Comunicação Social, preciso saber escrever e escrever bem. Quanto ao coração, continua o mesmo, esperando em Deus (rsrsrs).


sábado, 29 de janeiro de 2011

Escolhas


   

    O que você faz quando se encontra diante de decisões a serem tomadas, as opções são boas, porém você não sabe qual é a melhor? Podem ser bobagens, mas também podem ser escolhas que te marquem para o resto da vida! Então qual é o seu critério para realizar suas escolhas? À quem você recorre pedindo conselho?
   
 Pior ainda é quando você tem que fazer uma escolha onde não existem opções. Você tem de inventá-las. A vida todos os dias nos dá situações assim, sabe, parece que as coisas fogem completamente de nosso controle. Você espera uma coisa e tudo o que te acontece é justamente o contrário. Por pouco não joga a toalha e desiste de tudo! Isso já deve ter ocorrido com você, como comigo e com tantas pessoas que buscam respostas e soluções para as indagações internas.
   
 Você já olhou para frente e não conseguiu enxergar nada? Ou se sentiu sozinho no meio de uma multidão? É  como se o mundo inteiro fosse destruído, te deixando com a função de reconstruí-lo sozinho. 
  
  Tenho pedido à Deus, todos os dias, para que Ele me ensine a confiar n'Ele, a agora tenho visto que para confiar n'Ele os momentos de incerteza e medo são necessários. Você só vai descansar em Deus, quando as coisas realmente saírem do seu controle, então estarão nas mãos d'Ele.
    
Fácil? Nunca! Quer um exemplo de como é mais ou menos confiar em Deus? Imagine um pai na piscina chamando seu filho que está na beirada para pular em seus braços. O filho pode confiar que seu pai irá segurá-lo ou temer que seu pai o deixe cair nas águas profundas. 
   
 Confiar em Deus é acreditar, que não importa a distância, Ele nos segurará e não nos deixará afogar!
Confie em Deus, é mais difícil do que confiar na própria força, porém, muito mais seguro. Ele não nos prova além de nossas forças!

Pra encerrar uma historinha:

"Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e através  do céu, passavam cenas da minha vida.
Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um era meu e o outro era do Senhor.
Quando a última cena passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso me aborreceu deveras  e perguntei então ao Senhor:
- Senhor, Tu me disseste que, uma vez que resolvi te seguir, Tu andarias sempre comigo, em todo o caminho. Contudo, notei que durante as maiores atribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas em que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixaste sozinho.
O Senhor me respondeu:
- Meu querido filho. Jamais eu te deixaria nas horas de provas e de sofrimento. Quando viste, na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas. Foi exatamente aí que eu te carreguei nos braços."
 Do livro "Pegadas na areia" - Margareth Fishback Powers - Ed.Fundamento






segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Meu Discurso de Formatura


Discurso de Formatura – 22/12/2010
  
    

Boa Noite,

     A partir de hoje, podemos dizer que findamos mais uma etapa de nossas vidas, sentimo-nos, portanto, mais completos e realizados.

     Lembro-me de um sonho que tive no início do ano, o qual, só pude entender no desfecho da correria escolar. Sonhei que juntos furávamos uma gigantesca onda, instruídos por um professor. Para mantermo-nos vivos nadávamos e ajudávamos uns aos outros, quando cansados.
     
     Não é assim, pois, nossas vidas durante o ano letivo? Lutando contra a maré da dificuldade para manter nossas médias azuis, sacudindo os que iam perecendo pela hipotermia do esquecimento de provas e trabalhos que se aproximavam, carregando alguns colegas nas costas nos  seminários e literalmente boiando em algumas matérias. Passamos por tudo isso, sentimos muito pelos que não conseguiram, mas nós não desistimos e aqui estamos.

      Por certo, em nossas vidas, outras ondas se erguerão, a onda da faculdade, da carreira profissional, do casamento, dos filhos, porém também passaremos por todas elas, e tenho certeza de que no fim olharemos para trás e veremos o quanto fomos vitoriosos, começando por Hoje.

Muito obrigada e uma boa noite a todos.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Já Está Chegando a Hora de Ir!




Mais um ano vai chegando ao fim. O que tem esse fim de ano de diferente dos outros? Bem, talvez para você nada ou ainda nem tenha parado para pensar nisso, mas para mim, são enormes mudanças.

Primeiro: Depois de passar 15 longos anos da minha vida estudando e torcendo para terminar logo o Ensino Médio, esse dia chegou. É chegou, mas não é como eu imaginava. Quando pensava em terminar os estudos não tinha pensado em separação da maioria dos amigos, da falta do colégio. Dizem que na faculdade não é a mesma coisa, então acredito que sentirei falta demais de todos esses anos que passei dentro de uma sala de aula com outros alunos muito chatos!

Segundo: Nunca precisei trabalhar. Agora meu pai disse que com 18 anos está na hora de fazer alguma coisa, diz ele que é bom para mim, não só por causa de dinheiro, mas sim por causa de aprendizado e experiência. Concordo com ele. Está na hora de correr atrás! Isso é muito chato, essa semana já saí para distribuir alguns currículos. Agora estou descobrindo o que é o mundo animal dos adultos.

Terceiro: Bem, em relação a este, só posso dar certeza na segunda-feira porque o resultado sai no Domingo. Essa semana é o concílio da minha igreja (IMW), e como meu pai é pastor itinerante existe a possibilidade de  nos mandarem para outro lugar, se isso acontecer, ai sim, minha vida ficará de cabeça para baixo.

Voltando a ao colégio: é sério, amigos, sentirei muita falta de vocês. Sei que cada um seguirá suas vidas, e mesmo que nós não queiramos, vamos acabar pendendo contato uns com os outros. Saibam, porém que lembrarei de vocês para sempre, torcendo para que estejam bem e felizes onde quer que estiverem.          


"  Entramos Forçados. Ficamos Pirados. Saímos Formados."

É bom parar por aqui se não vou começar a chorar. Segunda-feira eu trago o resultado do concílio. Não peço que torçam para que nós fiquemos, mas para que seja feita a vontade de Deus.

Um Abraço a todos!

domingo, 19 de setembro de 2010

2ª Olimpíada de História do Brasil

ESTAMOS NA SEMI-FINAL!

Está acontecendo a Olimpíada de História do Brasil, promovida pela UNICAMP. São 6 fases e a minha está na 5ª. A última fase foi muito legal, além das questões tivemos que criar um jornalzinho: Gazeta Do Jovem Historiador. São quatro matérias, em uma delas tínhamos que falar sobre algum problema urbano de nossa cidade. Nós decidimos falar sobre os ônibus lotados. Durante a pesquisa, tiramos algumas fotos. Em umas das fotos, descendo de um ônibus lotado, Pedro e Randhal:




Eis o nosso jornal:

Gazeta do Jovem Historiador SETEMBRO, 2010


Problema grave no município e suas origens

Superlotação dos ônibus em horários de pico indignam trabalhadores de Cabo Frio.

Uma das maiores dificuldades que centenas de trabalhadores cabofrienses passam todos os dias é a questão do transporte público.

Por haver apenas uma companhia de ônibus na cidade, com poucos veículos disponíveis, a população sente-se indignada a ter que pagar uma quantia alta e muitas vezes viajar em pé por conta da superlotação, principalmente nos horários de pico. Ocorrem muitas reclamações de alunos e trabalhadores, por atrasos constantes.

Existem relatos de discussões entre passageiros e motoristas, e até pessoas que se sentem mal dentro dos ônibus lotados.

A população há muito tempo reivindica melhorias no setor de transporte público. Apesar da passagem subsidiada, pela prefeitura, a R$ 1,00 no perímetro urbano, para o morador da cidade, os problemas ainda são muitos e não dá para disfarçar.



Há décadas era assim... infância e juventude na voz dos mais velhos

O Senhor Gilson dos Anjos, nascido na cidade de Campos dos Goytacazes, no ano de 1950, nos relata o seguinte: " Trabalhei nesta cidade como cortador de cana, casei e tive 4 filhos, mas nestas condições sofria dificuldades, quando me falaram de uma terra onde poderia crescer e sustentar a minha família, era a cidade de Cabo Frio, onde resido atualmente no bairro Jardim Esperança, que abriga a maioria dos trabalhadores da construção civil da cidade. Comecei como peão de obra, tive mais uma filha, hoje sou mestre de obra e construí patrimônio e uma grande família entre filhos e netos."




Participantes da Olimpíada apontam qual foi a questão mais difícil de toda a competição.


A questão a qual nos chamou mais atenção, e levou mais tempo sendo discutida foi a décima primeira questão na segunda fase.

A questão interpreta duas pinturas do séc.XVI, que retratam, segundo a visão europeia, os gentios na América portuguesa. A questão envolve uma interpretação que choca a nossa concepção cristã, mas que era uma realidade .




Olimpíada de história muda a rotina de alunos

Os participantes da Segunda olimpíada de história do Brasil estão se dedicando muito a tarefa de vencer a competição, os estudos com certeza estão sendo intensificados, auxiliando-os a se prepararem para o futuro vestibular ou concurso, e claro melhorando os conhecimentos sobre a história do País.

As questões costumam ser debatidas e respondidas na biblioteca, algumas vezes com pesquisas na internet e com a ajuda de outros alunos do último ano.

Com essa formulação das perguntas que requerem uma maior atenção e um debate sobre as mesmas, os alunos puderam enxergar outra forma de estudo muito prática e eficiente. A olimpíada estimula os estudantes a aprenderem e se encantarem ainda mais com a história do Brasil.


Alunos e professor da equipe. Da esquerda para a direita: Aline, Jean, Professor Joaquim e Elizangela.

Epígrafe: "O novo se repropõe desde a origem dos tempos. Esse é o fundamento da esperança." Alfredo Bosi